Gestão de Riscos Ocupacionais: Indo além do PGR

A sensação de ter finalizado a elaboração de um Programa de Gerenciamento de Riscos com qualidade é muito boa, não é mesmo? Ter um super diagnóstico em mãos, com avaliação das operações em todos os Grupos Homogêneos de Exposição – GHES perigos identificados, riscos avaliados, uma categorização estruturada para abastecer o seu Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e um plano de ação coerente elaborado com as orientações de manutenção ou implementação de ações é uma baita entrega e um motivo de orgulho sim!

Para alguns profissionais o trabalho parece ter chegado ao fim, mas não para você que está aqui em uma jornada de troca de conhecimentos e aprendizagem. Afirmo isso, porque a partir de agora você tem uma poderosa ferramenta em mãos, mas se não souber utilizá-la e entender que outros processos e programas demandam estruturação ou reavaliação terá sido um esforço em vão. De nada vai adiantar tratar o PGR tal como alguns tratavam o famigerado Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, como um amontoado de papel que de tempos em tempos alguém sacava da gaveta e “renovava” e assim em um passe de mágica a saúde e a segurança ocupacional estava garantida. 

“Bom, mas então o que deve ser feito após eu construir o PGR?” Agora que a jornada começa! Compreenda que será necessário articular e correlacionar as informações obtidas no Inventário de Riscos aos critérios do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – GRO para estabelecimento do Plano de Ação e por consequência a todos os demais programas de saúde e segurança terão algum desdobramento. Vamos enumerar algumas ações práticas a serem feitas:

✅Reavaliar critérios estabelecidos para a sua gestão de Equipamentos de Proteção Individual-EPIs que são utilizados.

✅Construir ou reavaliar o Programa de Controle Médico e de Saúde Ocupacional – PCMSO com critérios de avaliação que se relacionam com os critérios estabelecidos no PGR. Se um fala “laranja” o outro necessita falar “laranja”.

✅Realizar avaliações ambientais de riscos físicos, químicos e biológicos para os Grupos Homogêneos de Exposição em que os critérios estabelecidos no PGR disparem tal gatilho de necessidade;

✅Revisitar o Prontuário das Instalações Elétricas – PIE identificando quais ações precisam ser aprimoradas ou estabelecidas para segurança em eletricidade;

✅Avaliar equipamentos móveis quanto a sua adequação, capacitação dos envolvidos e demais necessidades para a movimentação e armazenamento de materiais;

✅Reavaliar eventualmente a coerência do seu cronograma de adequação de proteções de máquinas; 

✅Revisitar seus Laudos de Insalubridade e Periculosidade e documentos previdenciários como o Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho – LTCAT;

✅Realizar as Análises Ergonômicas Preliminares – AEP e vincular os “gatilhos” “de realização de Análise Ergonômica do Trabalho – AET;

✅Revisar os cenários de emergência, e estabelecer ações de emergência para cada um deles. Talvez seja necessário até estruturar um processo de gestão de crises, considerando acidentes ampliados;

E assim por diante…

Considere utilizar o apoio de legislação para exaurir esta lista de necessidades de articulações. Afinal a lei existe porque existem riscos e não o contrário.

Por fim, guarde mentalmente a figura do PGR como uma grande bússola. Ele vai dar o norte verdadeiro de onde você deverá agir primeiro.

Alexandre Golfetto

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